segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Capítulo 19 - Um Amor Incontrolável - fanfiction "A New Life"

Livro 1 - Rita
Como íamos passar o fim-de-semana na casa do Benji, coisa que não parecia muito acertada, tínhamos de preparar as malas, o que equivalia a termos de fazer montes de deslocações naquele dia. Eu continuava a achar má ideia fica na casa do Benji, não queria chatear a minha irmã, mais do que o que ela já estava por eu ter aceitado o convite depois duma atitude persuasiva do Toby.
Decidimos primeiro ir à casa do Toby que ficava mais longe. Quando chegámos deparámo-nos com uma pequena cabana de madeira, madeira brilhante e de um castanho claro, os seus veios eram bem definidos, os contornos da pequena casa era harmoniosos, pareciam compor uma calma melodia, até poderia ser uma casa pequena mas a sua beleza era indiscritível, ao seu redor tinha um pequeno jardim que agora estava coberto de gotas de orvalho, que brilhavam ao ritmo da luz do sol, ele convidou-me a entrar com mais um dos seus sorrisos encantadores.
- É uma casa simples, não é nem como a tua nem como a do Benji, mas é suficiente – disse ele desprezando a pequena casa, que aos meus olhos parecia uma casinha dos contos de fadas, parecia que podia acontecer tudo o que fosse mágico naquela casa, anões, duendes, pequenas fadas com asas que deixam um doce rasto de luz no ar, eu imaginava as incontáveis criaturas das histórias encantadas que pudessem viver dentro daquelas quatro paredes.
Assim que transpusemos a barreira da porta de entrada os nossos olhos depararam-se com um senhor sentado num banco também este madeira, olhando para a superfície rugosa e branca que tinha à sua frente, ele olhava para a tela em branco como se imaginasse todos os traços e pinceladas que haveria de fazer para que a sua pintura saísse o mais perfeita possível. O Toby já me havia dito que o seu pai era um famoso pintor, que viajava pelo Mundo fora, pintando todas essas belas paisagens e por isso ele tivera de mudar tantas vezes de escola. Na verdade era esse assunto que me preocupava, se convidassem o pai do Toby para realizar uma exposição dos seus quadros noutro lugar do Mundo ele teria que ir com ele e isso implicava deixar-me, o que para mim era o pior que me podia acontecer, era incapaz de viver sem ele, quando pensava nisso uma barreira cobria a minha garganta fazendo com que o ar não corresse normalmente pelos meus pulmões o que provocava uma irregularidade na minha respiração e um aperto no coração que doía horrivelmente; era o medo que me consumia por dentro. Decidi desviar o meu pensamento dessa realidade e pensar somente no presente.
- Pai, quero apresentar-te uma pessoa – disse o Toby com o sorriso a traspor-se na sua voz.
Vi os olhos do senhor que ainda analisavam a tela desviarem-se para me focar. Suores frios começaram a fazer-se sentir na minha testa, odiava quando alguém focava o seu olhar em mim, na maioria das vezes para me inspeccionar, não conseguia evitar com que o sangue não aflorasse o meu rosto e o deixasse completamente vermelho e quente.
- Ah então esta é que é a menina de quem tu passas a vida a falar? – Perguntou o pai do Toby com o seu tom de voz grave e sereno, talvez um pouco jovial e alegre. O Toby passava a vida a falar de mim com o pai? O meu coração quase explodiu de alegria, isso significava que eu era importante para ele, senti o sangue a aflorar cada vez mais o meu rosto, o Toby continuava calmo e com o sorriso estampado no seu rosto.
- Sim é ela – disse o Toby sorrindo e fechando os seus olhos em simultâneo, estes pareciam também sorrir.
Eu tinha de dizer alguma coisa, não podia ficar ali parada como se fosse uma estátua, por isso meti um sorriso no rosto, respirei fundo para me acalmar e tentei manter a minha voz o mais firme possível: Bom dia senhor Misaki – Não podias ter arranjado melhor para dizer? Han Rita? – Começara de novo aquela voz irritante a importunar o meu cérebro, a minha consciência era o mais chata que podia haver!
- Bom dia, então a que se deve a visita? – Perguntou com um leve tom de curiosidade na voz, eu ia começar o meu discurso quando o Toby me interrompeu e começou a explicar tudo o que se tinha passado ao seu pai.
Depois de uma pequena conversa o pai, ele aceitou a proposta feita pelo Benji com um sorriso no rosto.
- Vou preparar as malas então – disse o Toby demostrando um pouco de entusiasmo na voz. Ele estava feliz por ir passar um alegre fim-de-semana com o amigo e também com a pessoa que amava. Não havia maneira de esconder, agora a ideia começava também a agradar-me, ia ser bom passar este tempo todo com ele, sem preocupações.
O Toby começou a subir as escadas e disse já numa parte superior da pequena cabana: vem, quero mostrar-te o meu quarto… - disse ele de novo com o sorriso a aflorar a sua voz e os seus olhos. Eu juntei-me a ele e encaminhámo-nos os dois para o pequeno quarto que ficava logo na primeira porta à esquerda do corredor.
Todo o quarto era pintado de branco, tinha uma pequena cama ao centro, uma estante cheia de livros perto da janela por onde entravam os vários raios de luz, iluminando docemente aquele lugar, reparei também na bola que estava em cima da secretária, estava completamente escrita, aliás as partes negras do tecido que a revestiam tinham desaparecido, era apenas uma bola de futebol completamente branca e coberta de assinaturas, reconheci a do Oliver, foi ai que decidi pegar na bola que estava recheada de mensagens de amizade e apoio. Assim que os meus dedos passaram sobre a suave superfície branca os olhos dele tomaram logo atenção no que eu estava a fazer. Olhei para ele com um sorriso nos lábios e perguntei: Já os deixaste uma vez, não foi? – Ele hesitou um pouco, mas depois esboçou um sorriso enviusado e disse: sim, já… foi por isso que me deram essa bola como recordação, desde ai que a guardo com todo o cuidado, não quero perdê-la, tal como não te quero perder a ti – reparei que a sua voz falhara ao pronunciar a frase, ele também tinha medo de me deixar, mas ambos sabíamos que isso poderia vir a acontecer, era uma ideia que vinha constantemente à tona e que me fazia ter pesadelos cada vez que imaginava como seria ter de deixá-lo.
Pousei de novo a bola no sítio onde se encontrava antes com todo o cuidado que possuía nas minhas mãos. Olhei-o nos olhos, observando uma pequena gota que permanecia no seu rosto tornando-se cada vez mais visível à luz do sol, uma pequena lágrima caia docemente pela sua face, tentei não começar também eu a chorar, pois o meu coração já chorava por dentro, aproximei-me dele e automaticamente os meus braços o envolveram com carinho, eu disse sussurrando ao seu ouvido: Nunca nos havemos de separar… nunca.
Eu sentia o seu coração a bater rapidamente, era o medo que aumentava a rapidez dos seus batimentos cardíacos, assim que o abracei a calma voltou a inundar a sua alma e também a minha que hoje já tinha sofrido muitas destabilizações. Ele desaproximou-se e rapidamente os seus lábios tocaram os meus, numa doce e harmoniosa melodia.

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Depois de fazermos o trajecto até à casa do Toby, era a nossa vez, eu e a minha irmã íamos fazer as malas, eu não ia levar muita coisa, apenas o essencial, afinal de contas eram só 2 dias… Dois dias que tanto poderiam ser um inferno ou um paraíso, isso fazia com que eu me sentisse um pouco desconfortável com a ideia.
Subi as escadas rapidamente até ao meu quarto, para organizar as minhas coisas, apenas uma t-shirt e uns calções iam chegar, roupa interior e também dois conjuntos de roupa, para o caso de sairmos ou algo do género, ah sim um casaco bem quente, os dias estavam cada vez mais frios e os meteorologistas anunciavam possibilidade de “queda de neve”, mais valia prevenir que remediar.
Eu não sabia qual era o motivo da tremenda agitação em que o meu coração se encontrava, mas resolvi tomar um duche, para ver se relaxava um pouco.
Escolhi a roupa que iria vestir a seguir; umas calças de ganga justas à perna, os ténis de sempre, os meus amados All Star que me impediam que eu saísse do meu estado de equilíbrio e uma blusa de lã bastante quente e com um tom rosado tal como o meu rosto. Dirigi-me à casa de banho, abri o chuveiro que começou a jorrar água de uma maneira apaziguante, o seu ritmo contínuo em queda acelerada enchia os meus ouvidos, deixei a toalha no banco da casa de banho e pus-me debaixo da água que caia docemente sobre a minha pele, era quente e agradável, finalmente o meu coração abrandou e os meus músculos descontraíram-se, a água acalmava-me.

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Depois de passar aproximadamente 15 minutos debaixo de água resolvi fechar o chuveiro, sai rapidamente dali e coloquei a toalha á volta do meu corpo, esta cobria apenas metade da minha silhueta, o meu corpo estava todo molhado a água escorria pelo meu longo cabelo.
Assim que abri a porta da casa de banho deparei-me com uns olhos castanhos achocolatados que observavam atentamente os meus movimentos, Quando é que ele tinha chegado ali? O sangue começou a aflorar o meu rosto de uma forma brutal quase rompendo as minhas veias, eu estava apenas com uma toalha, e ele estava ali sentado a olhar para mim, se calhar com o seu olhar demasiado focado em mim. O seu olhar fazia com que a minha pele que embora quente se arrepiasse por completo.
- O que estás aqui a fazer? – Perguntei eu com a voz trémula.
Um sorriso iluminou-lhe rapidamente o seu rosto e ele respondeu num tom calmo e sereno, como se eu não estivesse ali apenas com uma toalha a envolver o meu corpo molhado: Vim ver o que se passava, estavas a demorar eternidades… - ele fez uma pausa e prosseguiu com um sorriso enviusado a inundar-lhe o rosto: sabes que não posso ficar muito tempo longe de ti.
Ele levantou-se, num passo lento e quase silencioso ele dirigiu-se para perto de mim, o meu coração voltou ao mesmo ritmo de há pouco, um ritmo frenético e acelerado, aquela aproximação fazia com que o sangue circulasse pelas minhas veias rápido de mais. A minha respiração tornara-se de novo irregular, apesar de me sentir fresca por fora um calor infernal queimava todo o meu corpo por dentro.
Ele aproximou-se ainda mais, eu sentia agora a sua respiração calma a embater no meu rosto, ele colocou os seus braços à volta do meu corpo que apenas tinha como revestimento a pequena toalha. Ele encostou o seu corpo ao meu, rapidamente me senti a ser inundada por aquele calor agradável proveniente do seu corpo. Os lábios dele procuravam os meus e rapidamente os encontraram, os seus lábios tocaram os meus de uma maneira doce e agressiva ao mesmo tempo, eu coloquei automaticamente os meu braços á volta do pescoço dele, embora soubesse perfeitamente que era uma atitude perigosa, deixei os meus lábios serem guiados pelos dele, que me acariciavam docemente os meus. Seria impossível parar?

10 comentários:

  1. adorei apesar de ser contribuidora do blog n sabias como ia a ana rita ia escrever a fic mas esta lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa........
    adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii....

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  2. lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,amei,adorei ,tudo

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  3. Esta LINDA, maravilhosa, rica em detalhes, perfeita.

    Valeu bem a espera :D

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  4. esta optima!!!! muito, mas muito boa...
    gostei bastante e tenho uma pergunta para fazer:
    será que nao vais parar de escrever estas coisas lindas???
    R: espero bem que nao!!!!
    :P

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  5. Está linda!!!!!!!!!!!! :D
    Cada episódio é melhor que o anterior...
    Eu sei que para ti é complicado por causa da escola, mas quando é que colocas o episódio 20 da fanfiction "A New Life"?
    Continua assim, vais longe...

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