segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Capítulo 17 - Um Doce Despertar - fanfiction "A New Life"

Livro 1 - Rita
Senti uma superfície suave e macia tocar delicadamente o meu rosto, eu estremeci sentindo o quão fria ela estava, a minha cabeça assentou meigamente sobre uma superfície almofadada, eu não sabia o que se passava, começava a preocupar-me já não sentindo os seus braços a envolver o meu corpo, mas depois notei que o seu aroma e o seu calor ainda estavam bastante perto de mim, a sua respiração calma embatia suavemente no meu rosto, eu mantinha os meus olhos fechados. Senti uns lábios macios e doces tocarem os meus de uma forma meiga e calorosa, eu queria mover os meus lábios também, mas não conseguia estava completamente atordoada, o cansaço consumia todo o meu ser.
Ele afastou lentamente os seus lábios dos meus, senti o seu toque delicado no meu rosto fazendo-me uma carícia, os seus braços de novo à volta do meu corpo, ele aproximara o seu corpo do meu, agora eu deliciava-me com o seu calor e com o seu doce perfume, sentia-me segura nos seus braços…
Os meus olhos permaneceram fechados, sentindo os seus braços fortes, o calor que emanava do seu corpo e o seu aroma, junto de mim; ele também encostou o seu rosto ao meu de uma forma doce. Eu podia sentir o seu calmo bater do coração e a sua doçura perto, o mais perto de mim.
A sua respiração tornou-se profunda tal como a minha, também ele havia adormecido, com os seus braços a envolverem-me de uma maneira protectora, ele era o meu anjo, um anjo que me mantinha segura e feliz…

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Livro 2 – Patrícia
Eu e o Benji dirigimo-nos para o quarto dele, tínhamos combinado que eu iria passar lá o fim-de-semana, enquanto subíamos as escadas os nossos olhos encontravam-se várias vezes, a sua mão tocava docemente a minha, o seu toque era tão suave e delicado, cada vez que eu sentia os seus olhos presos em mim eu sentia o sangue a aflorar-me o rosto e as veias cada vez mais de pressa e cada vez com mais brutalidade.
Os seus olhos pareciam um oceano calmo e sem fim, onde nos perdemos e nos deixamos embalar pela corrente das águas calmas, desviei por segundos o meu olhar do dele, virei ligeiramente o meu rosto, toquei com a minha mão nas minhas faces, bolas eu estava a escaldar, parecia estar cheia de febre, mas estava tão feliz por estar ao pé dele…
Senti um toque meigo e quente a acariciar-me o rosto, era ele, ele virou o meu rosto com imensa delicadeza para o olhar nos olhos, mais uma vez o seu olhar quente e sedutor fez com que uma corrente eléctrica percorresse o meu corpo, como se o sangue que me corria nas veias e que tinha sido bombeado pelo meu coração acelerado se tivesse tornado em electricidade, e me arrepiasse por completo.
Ele sem hesitar nem mais um pouco, aproximou-se de mim e os seus lábios tocaram os meus, numa harmoniosa sincronia de movimentos, os lábios dele eram tão meigos e bastante calmos, enquanto que os meus eram ansiosos, agora sim um sorriso aflorava-se em todo o meu corpo, finalmente podia sentir os seus lábios junto dos meus sem receio…
Eu percebi que tinha sido muito parva ao pensar que ele me poderia fazer algum mal, o medo que eu sentira há instantes era completamente despropositado, desnecessário, afinal eu amava-o e acontecesse o que acontecesse eu queria estar ao seu lado, sentir os seus lábios perfeitos sobre os meus, o seu calor junto de mim, era uma sensação agradável…
Repentinamente, ele afastou os seus lábios dos meus que ainda pediam que ele não parasse, que os seus lábios não deixassem os meus…
Ele olhou de novo para mim com o seu olhar calmo e profundo que fazia com que eu me perdesse nos seus olhos cor cinza, no seu rosto notei um sorriso que me impregnou o corpo de um calor doce, um calor aconchegante, a minha respiração começou de novo a ficar irregular, o seu sorriso era deslumbrante, ele agarrou de novo na minha mão e puxou-me repentinamente para dentro do quarto cuja porta já ele tinha aberto com a mão que ainda permanecia livre.
Os nossos rostos ficaram bastante próximos um do outro, eu sentia a sua calma e doce respiração a embater na minha cara, num movimento rápido e quase imperceptível os seus lábios voltaram a tocar os meus, eu fiquei bastante surpresa, não estava à espera deste beijo, o meu coração disparou e os seus batimentos começaram de novo a acelerar, parecia que o meu coração poderia traspor a barreira que a minha pele formava para ele. O meu coração poderia explodir a qualquer momento com tanto carinho e amor que estavam impressos nos seus beijos…
Será que ele estava mesmo a tentar matar-me? Não percebe que não pode fazer isso?!
No meu coração vivia um misto de emoções, raiva por ele me ter apanhado completamente desprevenida e um doce calor que dominava a raiva, que existia no meu coração, por completo. Não tinha de me preocupar com nada, estava segura nos seus braços, os seus lábios passavam delicadamente sobre os meus, enquanto o meu coração batia ainda mais rápido…
Os seus lábios calmos afastaram-se dos meus, enquanto eu ainda procurava os seus mas sem sucesso, porque é que paraste? Eu preciso dos teus lábios… pensei eu, mas eu tinha de me controlar, por isso não reproduzi os meus pensamentos em voz alta.
Ele esboçou um doce e leve sorriso, e disse: Não te conseguiria fazer mal, mesmo que tentasse, és a rapariga mais especial que existe na minha vida e eu, eu amo-te Patrícia – disse deixando o seu coração falar.
Eu fiquei sem saber o que dizer, os meus músculos paralisaram assim que ouvi a sua voz calma tocar docemente os meus ouvidos. Porque é que me dizes essas coisas? Assim é difícil arranjar uma resposta e resistir é completamente impossível…
Um calor que me era agradável, afagava-me docemente o meu rosto, era o calor do meu coração, há muito tempo que eu não sentia aquele calor agradável, há muito tempo que eu me tinha tornado numa pedra dura e fria… Há muito tempo que o verbo “amar” não fazia parte do meu dicionário… mas com ele, tudo mudou, tudo ganhou cor, sentido e vida! Ele devolveu-me a vida que eu já tinha perdido há vários anos.
Agora era tão difícil controlar a minha vontade de o abraçar… tão difícil de resistir à vontade que eu tinha de tocar os seus lábios, e tudo isso porque o meu coração tinha voltado a bater, e o sangue aflorava-me as veias rapidamente e abruptamente, eu estava de novo a corar, era uma das coisas que eu também já não conseguia controlar quando estava perto dele.
Os meus olhos depararam-se com os dele que brilhavam a mais pequena luminosidade, eu movi os meus lábios, mas quando ia proferir as palavras que eu tinha arranjado para poder corresponder à sua afirmação, ele pousou levemente os seus dedos delicados sobre os meus lábios, que paralisaram com o seu toque, quer dizer aparentemente todo o meu corpo tinha paralisado, ele proferiu ainda com um tom calmo e aproximando-se cada vez mais o seu rosto do meu: Não digas nada…- assim que ele acabou de dizer a sua frase eu senti de novo os seus lábios a tocar os meus (tal como eu tinha desejado há minutos antes), ele tocara os meus lábios em movimentos tão meigos e delicados, os meus lábios não resistiam, nem os meus lábios nem o meu coração, que tinha acabado de derreter com todo o calor que aflorava o meu peito.
Ele afastou-se, mas os meus lábios ainda não se tinham cansado dos seus, não se tinham cansado nem se iriam cansar…
Ele desviou o seu olhar para o grande armário que estava encostado ao lado direito do quadro, encostado à parede, ele disse ainda olhando o armário, mas virando rapidamente o seu rosto de novo para o meu: Vou preparar-me para dormir… Queres que te traga uma camisola minha? – Perguntou ele com um sorriso matreiro impresso nos seus lábios.
Eu ainda não sabia se era boa ideia, mas decidi aceitar, contrariando a minha consciência.
- Sim, por favor – disse eu tentando controlar o meu ritmo cardiorrespiratório.

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Livro 1 – Rita
O meu cérebro só voltou à realidade depois de uma noite inteira de sono, os meus músculos começavam a mover-se os meus sentidos começavam de novo a funcionar, os meus olhos ainda não se tinham movido, mas eu sentia uma forte luz, que devia provir de uma janela que era violentamente apedrejada pelo Sol da manhã, a impregnar os meus olhos numa plena e cálida claridade.
Eu sentia-me segura, ele ainda permanecia abraçado a mim de uma forma protectora, como se eu fosse a coisa mais rara do mundo, sentia a sua doce respiração a embater suavemente no meu rosto, o seu calor era tão meigo e aconchegante, eu não queria acordar, queria continuar perto dele e sentir o seu doce calor, o seu calmo ritmo cardíaco, o seu aroma, sentindo-o envolto no seu sono profundo como se fosse um anjo que estava ao meu lado…
Tentei mover-me o mínimo possível, para conseguir sentir o calor que provinha do seu pescoço, de onde a maior parte do seu aroma irresistível vinha. Eu encostei suavemente o meu rosto ao seu pescoço, era tão quente e doce. Como é que alguém poderia ser tão doce?
Eu não queria acordá-lo do seu sono profundo, mas ele apercebeu-se da minha movimentação e também da minha aproximação… os seus braços aproximaram-me ainda mais de si, ele mantinha-me no seu caloroso abraço e eu deliciava-me com a sua cálida doçura.
Abri os meus olhos para conseguir vislumbrar o que estava a acontecer, poderia estar a sonhar… mas não, o meu coração parou alguns segundos assim que os meus olhos se depararam com o anjo que me abraçava carinhosamente.
- Já acordaste? – Disse eu com um sorriso nos lábios, mas sentindo o sangue a aflorar-me o rosto, sentindo o seu olhar quente pousado em mim.
Um cálido sorriso iluminou-lhe o rosto e ele respondeu com a voz carregada de ternura: sim… e por sinal, com um anjo ao meu lado… - ele aconchegou-me ainda mais nos seus braços, eu não queria mesmo enfrentar a realidade de que o dia já tinha nascido… queria continuar junto dele permanecendo no seu doce e meigo abraço.
Comecei a assimilar tudo o que se tinha passado na noite passada, foi ai que me dei conta que tinha sido completamente dominada pela melodia hipnotizante que provinha do coração dele e também pelo sono que me consumira as veias na noite anterior. Tínhamos ficado em casa do Benji.
- Toby, mas… o que é que estamos a fazer em casa do Benji? – Perguntei eu ainda um pouco atordoada por causa do sono que ainda estava impresso nos meus olhos.
- Bem, tu tinhas adormecido e como já era bastante tarde o Benji e eu achámos melhor, que ficássemos por aqui… - respondeu ele esclarecendo todas as minhas dúvidas, agora percebia o motivo de estarmos os dois ali…
Só de pensar que ia ter de deixar aqueles braços meigos e quentes, fazia com que o meu corpo se inundasse de tristeza, afinal estávamos em casa do Benji e não podíamos deixá-lo à espera, só porque eu não queria largar o Toby.
- Ficas linda a dormir, sabes? - Perguntou ele com o carinho a inundar-lhe as cordas vocais e com o brilho cristalino dos seus olhos a cintilar ainda mais, senti o meu rosto a escaldar, não sabia o que havia de fazer, ele deixou-me completamente paralisada, fiquei sem resposta para ele.
- Toby… - apenas consegui proferir o nome dele, não conseguia mover os meus lábios e as minhas cordas vocais não produziam nenhum som, apenas a minha respiração se tinha tornado um pouco irregular, ele aproximou-se mais de mim e disse impedindo que eu falasse: xiu, não digas nada… - a sua voz parecia um sussurro doce e delicado que me arrepiava por completo ao ouvi-lo tão perto.
Os seus lábios procuravam os meus e rapidamente os encontraram, eu deliciava-me outra vez com os seus lábios meigos e cálidos, não ia conseguir largá-los tão cedo e muito menos, conseguir desaproximar-me dele, sentia-me tão bem junto dele, o calor que o seu corpo emanava era tão doce e aconchegava-me meigamente nos seus braços, não queria ficar longe dele.

9 comentários:

  1. LINDO!
    Gosto da maneira que ambas escrevem, e isto continua a ser a minha "anestesia" para as segundas feiras :)

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  2. Ó meu deus está linda!!! E concordo com a Margarida é mesmo uma "anestesia" para as segundas feiras :)

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  3. Esta muito linda, tao detalhada, e mesmo uma terapia ler esta fanfiction as segundas :)

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  4. esta fabulusa esta fanfiction adorei... acho que tambem estou a ficar paralisada depois de ter lido esta maravilhosa obra de arte :-)

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