segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Capítulo 15 - Sistema Cardiorrespiratório

Livro 2 – Patrícia
Eu tentava resistir-lhe, mas não consegui, os meus olhos não se conseguiam desligar daquele rosto perfeito.
Ele encostou-se a mim, as minhas mãos frias tocaram no seu peito quente e musculado, sentia agora nas minhas mãos o seu calor e os seus batimentos cardíacos, os nossos beijos eram longos, a minha respiração estava muito alterada, eu já não tinha controlo sobre o meu corpo, estava completamente dominada. Ele meteu as mãos á volta da minha cintura, desviou por momentos os seus lábios dos meus, para me poder tirar a camisola, eu estava completamente fora de mim, senti as suas mãos quentes a tocarem na minha cintura e a puxarem a minha camisola, deixei-me ir completamente.
Ele encostou-se novamente a mim, o seu corpo quente aquecia-me por completo sentia-me bem... Nós começamo-nos a encaminhar para a cama, completamente colados um ao outro, a nossa dança era como o vento e as nuvens, era uma dança perfeita, os nossos passos eram sincronizados, mas era uma dança sem coreografia. Estávamos quase a chegar à cama quando o som de tilintar de sinos da campainha se vez ouvir, uma sensação de alívio inundou o meu corpo, pois eu já não sabia o que haveria de fazer para conseguir resistir-lhe. Eu fiquei um bocado constrangida e quase sem ar, por causa daqueles beijos quase mortais, mas que me tinham dado vida
- D-d-deixa e-s-tar eu vou l-lá – disse eu gaguejando e com a respiração bastante alterada.
Quando disse isto notei no seu rosto um sentimento de tristeza, ele afastou-se e deixou-me ir atender a porta. Eu sai do quarto quase a correr, ele deve ter pensado que eu estava a fugir dele.
Desci as escadas à pressa pensando na tristeza dele, vesti a camisola, estava toda atrapalhada não me saia da cabeça aquele momento, a minha respiração ainda estava irregular tentei controla-la e abri a porta.

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Livro 1 - Rita
Eu e o Toby tínhamos acabado de chegar à casa do Benji, ele tocou à campainha, ninguém abria a porta, nós insistíamos mas não havia maneira daquela porta se abrir. Por mim poderia ficar fechada, pois se ela se abrisse eu iria ter de fazer um trabalho de grupo cujo tema era “Sistema Cardiorrespiratório”, era impressionante, eu sempre fui uma boa aluna e uma rapariga aplicada aos estudos, mas agora com o Toby ao meu lado a minha concentração abandonava-me completamente, não tinha espaço no meu cérebro para pensar em outra coisa se não nele.
Eu sabia que os meus pensamentos não se iam tornar realidade e o trabalho teria de ser realizado.
O som de alguém a pôr a mão na maçaneta e a rodá-la para abrir a porta fez-se ouvir do lado de fora da casa, quando a porta se afastou apareceu por de trás dela uma rapariga com o cabelo encaracolado e castanho-escuro, os seus olhos eram verde-esmeralda, a sua pele era branca e parecia que tinha sido polida, o seu rosto era belo e parecia ter sido esculpido por anjos, tinha a sua camisola um pouco molhada e amarrotada, o seu cabelo também estava um pouco desgrenhado e a sua respiração era bastante irregular, o que se teria passado para a Patrícia estar naquele estado?
- Estás bem? – Perguntei um pouco preocupada.
Ela parecia que não ia conseguir responder, mas moveu os seus lábios, respirou fundo algumas vezes e só depois acabou por dizer: eu… ah… sim, estou óptima – ela estava a gaguejar e tentava regularizar a sua respiração, mas sem sucesso.
O Toby que estava ao meu lado deve ter visualizado no rosto da minha irmã a mesma expressão de vergonha, nervosismo e receio que eu tinha visto.
Uma melodia perfeita inundou os meus ouvidos, era ele que se estava a rir, o seu riso era delicado e doce tal como o tilintar de sinos…
Ele parou um pouco de rir, estava a tentar controlar-se a si mesmo.
Toby: Não me digas que foste experimentar a água da piscina… - disse ele ainda com uma réstia de riso na voz e com um enorme sorriso a iluminar-lhe o rosto.
Um vermelho carregado começou a notar-se no rosto da minha irmã, ela parecia mesmo muito nervosa.
De seguida uma expressão de alívio trespassou-lhe o rosto e ela deixou de ter as suas faces tão carregadas, parecia que tentava esconder alguma coisa de mim.
Patrícia: sim… sabes… Foi isso mesmo, não consigo resistir a uma piscina… - disse ela tentando fingir um sorriso.
Eu fiquei um pouco preocupada, mas a expressão dela era tão engraçada que me dava uma vontade de rir imensa, consegui controlar-me, mas naquele momento era quase uma “missão impossível”.
Patrícia: Entrem, o Benji já desce – disse ela ainda um pouco atrapalhada e proferindo com dificuldade o nome dele. Agora eu começava a desconfiar, tanto nervosismo, o rosto rosado, camisola um pouco molhada… Bem devia ser só impressão minha.
Resolvi esquecer o assunto, eu e o Toby entrámos de novo naquela mansão, era uma casa enorme, a sala era ampla e espaçosa, tinha uma grande prateleira cheia de filmes, música e jogos encostada à parede do lado direito; as grandes janelas e portas de vidro por onde entrava a luz do sol que dava várias tonalidades às paredes brancas, elas pintavam-se agora em tons alaranjados e dourados, também tinha um pouco afastado da televisão que mais parecia um ecrã de uma sala de cinema, um sofá também ele com dimensões que eu não me arriscava a medir, naquela casa era tudo grandioso e reluzente.
Nós sentámo-nos no grande sofá da sala, assim que nos sentámos eu senti as suas mãos suaves e delicadas tocarem o meu rosto acariciando-o de uma maneira ternurenta e doce, ele puxou o meu rosto para perto do
seu e os seus lábios encontraram de novo os meus, eram tão meigos; os meus lábios deliciavam-se e o meu coração batia descoordenado assim que eu sentia os seus lábios junto aos meus.
Passado um pouco, ouvi um som de uma porta a bater, mas parecia vir da parte superior da casa, não dei muita importância, só me dava vontade de continuar com os meus lábios colados ao do Toby, mas eu sabia que isso iria ter que acabar, pois quem vinha a descer as escadas era o Benji e com ele o grupo estava completo e poderíamos começar a fazer o trabalho.
Ele descia as escadas em passo lento, reparei que do cabelo dele caíam umas pequenas gotículas que ao serem atingidas pela luz do sol soltavam vários reflexos e um silêncio mudo emanava dessas pequenas gotas que faziam uma melodia harmoniosa.
Acho que era a primeira vez que o via sem o seu querido chapéu, ele estava também com uns calções claros e uma camisa simples de cor azul-marinho.
Era Inverno mas dentro daquela casa vivia-se num ambiente extraordinariamente quente, era agradável e aconchegante.
O Benji proferiu num tom irónico: Ah afinal sempre vieram! – Disse ele com um sorriso a espelhar-se no seu rosto e também nos seus olhos.
O Toby desviou os seus lábios dos meus repentinamente, era muito cedo para ele os desviar, ou se calhar era a altura certa, mas eu não queria…
Ele respondeu ao Benji também com um sorriso a iluminar o seu doce coração: E tu, afinal sempre apareceste.
Eu fiquei um pouco constrangida, o Benji tinha chegado no momento certo, no meu rosto começou a notar-se um pouco de vermelho.
Os meus olhos abstraíram-se daquele diálogo e foram desviados para o rosto da minha irmã, eu reparei que ela tentava manter sempre uma certa distancia entre ela e o Benji, ela ainda continuava a tentar regularizar a sua respiração, mas parecia que a presença do Benji naquela sala exercia uma pressão enorme sobre ela, ela estava quase a explodir.

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Livro 2 – Patrícia
Tínhamos iniciado a nossa pesquisa, para o nosso trabalho de grupo, eu ainda não sabia se iria conseguir ficar perto dele, eu só pensava no que tinha acontecido, eu estava um pouco obcecada, foi por isso que dei a ideia de nos dividirmos em pares. Um dos pares fazia a pesquisa sobre as funções do “Sistema Cardiorrespiratório”, o outro sobre a constituição, eu fiquei com a minha irmã, e o Benji com o Toby.
A princípio a Rita não gostou muito da ideia, ela não queria ficar um segundo longe do Toby, por isso para ela esta ideia era totalmente descabida, mas para mim não, era uma maneira de manter a distância de segurança que eu procurava entre mim e ele, era impossível tirar aquela imagem da minha cabeça, ela continuava a assombrar-me o pensamento: eu completamente dominada, os seus braços fortes a segurarem-me com firmeza, o seu peito molhado e quente… eu estava a ser uma cobarde.
Eles também discordaram da ideia mas depois repararam que o trabalho ia ser concluído muito mais de pressa daquela forma.
E assim foi, eu e a Rita ficámos com a parte da função e eles com a constituição. Não demorou muito tempo para que começássemos a nossa busca, pelas centenas de livros que haviam naquelas imensas prateleiras, tínhamos também á nossa disposição dois portáteis, para que pudéssemos fazer a nossa parte do trabalho no PowerPoint.
Eu dirigi-me logo à grande estante de livros, comecei a folhear o livro até encontrar a parte que queria, depois disso sentei-me numa pequena cadeira almofadada e comecei a fazer um resumo daquela página, o meu rosto permaneceu sempre virado para o livro, eu estava a tentar controlar a minha vontade de olhar para ele.
Nem tinha reparado que a Rita também já estava sentada ao meu lado, mas ela também não estava muito interessada no trabalho, o seu olhar estava sempre pousado no Toby que se encontrava quase no outro extremo da sala. Ela não mexia uma palha, mas eu também não me importei, deixei-a estar a deliciar-se com o belo rapaz que estava do outro lado da enorme sala.
Continuei o meu trabalho, quando dei por mim já o tinha quase pronto, só faltava mesmo passar aquilo para o computador e depois juntar-mos o nosso (meu) trabalho com o deles (Benji).
A minha mão ainda não tinha parado para descansar nem um bocadinho, o meu coração ainda não tinha desacelerado desde aquele momento, eu continuava a tentar acalmar-me.
Senti uns olhos profundos e quentes pousados em mim, controlei a minha vontade de erguer o meu rosto e ver quem me olhava, porque eu sabia quem era, e não queria que o meu olhar ficasse preso no dele, ele iria perceber tudo o que estava no meu coração e no meu pensamento.
O medo aflorava todo o meu ser… mas ele atraí-me como de fosse um íman, eu não conseguia ficar longe dele.

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Livro 1 - Rita
Eu tentava concentrar-me no trabalho que supostamente, deveria estra a fazer, mas era impossível tirar os meus olhos dele, o meu coração e os meus lábios pediam em simultâneo o seu doce calor junto de mim, mas ele permanecia distante, os meus olhos eram a única maneira de o alcançar, por isso eu não desviava o meu olhar um segundo, o meu cérebro tinha-se desligado completamente.
Ele também estava com os seus olhos colados aos meus, eu sentia aquele calor e aquela doçura que provinha dos eu olhar.
Ainda ouvi a Patrícia a resmungar algumas vezes por estar a realizar todo o trabalho sozinha, mas eu não conseguia mover-me e os meus olhos não conseguiam desligar-se dele, era impossível… Não havia olhar mais doce e quente no Mundo do que aquele que ele me lançava naquele momento.

18 comentários:

  1. Está muito bonita,as fanfictions que tu escreves são lindas

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  2. Esta muito mas mesmo muito boa.

    E um prazer ler esta fanfiction :)

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  3. fantastico cada vez da-me mais prazer ler estas fanfiction

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  4. desculpem alguns dos erros ortográficos, mas não tive tempo para os corrigir :/
    obrigada a todas pelos vossos comentários :)

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  5. AMEI nao podia pedir uma coisa melhor hoje

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  6. Agora, e com muita pena minha porque eu gostava de saber como é que ficava a história da joana e do bruce LOOL, que acabou a fanfic Tudo é Possivel, o que é que vão publicar á sexta-feira? :s

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  7. Eu gostava de ter o vosso email porque também tenho uma fanfiction que gostava que voces vissem
    mandem-me um mail para juju_john1@hotmail.com

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  8. lamento Andreia, mas nao posso responder à tua pergunta, é surpresa ;P

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  9. juju_john1, o e-mail para onde podes e deves enviar as tuas fanfictions é: silvaana1996@gmail.com

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  10. Está muito bonita adoro mesmo muito. E não acredito que vamos ter uma surpresamna sexta-feira!!! lol :P

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  11. A facfition esta mesmo linda, ***** (5 estrelas)
    Eu li supresa... entao quer dizer que vai haver outro capitulo??!

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  12. Concordo Ana Rita!
    Fiquei super curiosa!
    Com o stress das aulas só estas fanfictions me alegram! ehehe
    Beijinhos

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