segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Capítulo 14 - O Trabalho de Grupo - fnfiction "A New Life"

Livro 2 - Patrícia
Passado algum tempo, ouvi alguém a introduzir na fechadura da porta a chave para entrar em casa, quando a porta se abriu um monte de gente desatou a desfilar para dentro daquela sala com as luzes apagadas.
E agora? O que eu havia de fazer, eu estava com o Benji, os nossos corpos se calhar estavam próximos demais, para quem nos observava.
Quando ouvi o som oco do interruptor a ser accionado, vi que quem tinha acabado de entrar em casa era a Rita e os restantes convidados do Benji. Todos ficaram espantados a olhar para nós estendidos no sofá beijando-nos, assim que vi que eram todos eles senti o sangue a aflorar-me levemente o rosto. O que eles iriam pensar do que tinham visto? Eu e o Benji não estávamos a fazer nada de mal, estávamos apenas a beijar-nos, porque os nossos corações o pediam desmesuradamente, tanto o coração como os nossos lábios… Já não podia viver sem os seus lábios macios, quentes e bastante ansiosos.
Eu resolvi compor-me, por isso desaproximei-me dele e deixei que ele se sentasse no sofá para depois o abraçar fortemente e sentir de novo o seu calor agradável.
O Bruce disse com um sorriso um pouco matreiro no rosto: Com que então os pombinhos já fizeram as pazes… ainda bem, porque já não vos aturava.
Todos na sala se riram, a festa tinha acabado da melhor maneira, todos juntos e acima de tudo muito felizes.

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Livro 1 – Rita
Era Sexta-feira dia 11 de Dezembro, estávamos no colégio, a ter aulas de Biologia. Eu estava sentada ao lado do Toby, por isso prestar atenção às aulas era coisa que não estava a fazer, a Patrícia ia pelas mesmas sentada ao lado do Benji, na mesa que estava atrás da nossa. Era impossível para mim concentrar-me com ele ali ao meu lado, cada vez que eu sentia a sua mão tocar a minha discretamente por de baixo da mesa, uma corrente eléctrica passava pelo meu corpo, fazendo com que o meu cérebro deixa-se de pensar e eu me entregasse por completo a ele… mas tinha de me controlar, afinal de contas estava na sala de aula. Não iria dar boa impressão à professora e aos outros alunos se eu começasse a beijar o Toby em plena aula, a única forma de me controlar era pensar na vergonha que passaria em frente de todos se o fizesse.
Estávamos mesmo no fim do Período, toda a turma, e os restantes alunos do colégio ansiavam pelas férias de Natal…
A aula estava a terminar, o meu coração batia mais forte ansiando pelo toque da campainha, era como se fosse o som da liberdade; depois de sair lá para fora poderia tocar os lábios dele como quisesse e quando quisesse sem que ninguém ficasse espantado a olhar para nós… Não conseguia prestar atenção nenhuma ao que a professora dizia, apenas me apercebi do grande alarido que uma das suas afirmações tinha provocado em toda a turma, eu estava completamente a leste, os meus ouvidos não estavam centrados em mais nada a não ser a respiração calma dele e os batimentos do seu coração, que eram doces e quentes.
Os meus olhos não viam mais nada a não ser aquele olhar quente, doce e meigo, que me prendia por completo nele. Era como se a minha vida fosse só e apenas ele.
Os meus ouvidos concentraram-se no que ele ia dizer a seguir, só depois é que me apercebi que ele estava a tentar acordar-me do meu transe temporário, eu não conseguia mexer-me, tinha paralisado, ele aproximou-se de mim e deu-me um leve beijo nos lábios, assim que senti os seus lábios tocarem os meus, eu reagi quase como por instinto, os meus lábios estavam em plena sintonia com os dele, não conseguia deixar de beijá-lo, todo o meu esforço para me controlar tinha sido em vão, ele sabia perfeitamente que se ele me beijasse assim daquela maneira eu não me ia conseguir conter. Sentindo os seus lábios doces e meigos passando suavemente sobre os meus, era o paraíso…
Ele afastou os seus lábios dos meus, mas para mim era demasiado cedo para ele se afastar, o meu impulso era tocar de novo os lábios dele, mas controlei-me e permaneci quieta com o meu rosto muito próximo do dele sentido a respiração dele a embater delicadamente nas minhas faces.
Toby: ouviste o que a professora disse? – Perguntou ele com um sorriso resplandecente.
- Acho que não… acho que não estava a prestar muita atenção – disse eu com a voz trémula e sentindo o sangue a aflorar-me o rosto muito rapidamente.
Ele riu-se baixinho, o riso dele era como sinos a tilintar, meigo e doce, ele disse fazendo-me uma caricia no rosto e esboçando um sorriso bastante caloroso: Eu adoro-te.
- E eu a ti… - passado um pouco apercebi-me que se calhar o que a professora tinha dito poderia ser importante para mim, pelo menos para me safar este período de uma negativa certa…
- Toby… O que é que a professora disse? – Perguntei ainda um pouco constrangida.
Toby: ela disse, que vamos ter que nos agrupar em grupos de quatro pessoas e escolher um dos sistemas do corpo humano, para o investigarmos e depois para fazer uma apresentação sobre o assunto, e conta para avaliação.
Depois do que ele tinha dito o desânimo foi coisa que não consegui evitar, tínhamos de fazer um trabalho de grupo e uma apresentação mesmo na última semana de aulas, não me apetecia mesmo nada, só queria estar com ele, tocar os seus doces lábios e sentir os seus batimentos cardíacos, o calor agradável e o perfume doce que ele emanava…
- Ai sim? Na última semana de aulas? – Perguntei desanimada.
Ele sorriu de novo por causa da minha expressão de desânimo, ele puxou o meu rosto para perto do dele e disse baixinho: não te preocupes… eu ajudo-te – disse com o seu sorriso angelical.
- Obrigada… - disse eu inclinando-me para tocar os seus lábios, mas denotei alguma hesitação por parte dele, ele virou o seu rosto para ver o que se passava lá atrás, pois a professora andava a fazer sua ronda fatal pela sala e estava mesmo a chegar perto de nós, ele disse: Rita é melhor afastares-te, ela vem ai.
Eu obedeci ao pedido dele e quando a professora passou por nós, olhou-nos com o seu olhar mortífero e perguntou: já escolheram o vosso grupo?
Toby: bem, escolhemos… - o Toby mostrava algum nervosismo na voz, ele olhou para mim e viu que eu estava um pouco nervosa e a minha respiração começava a ficar um pouco irregular, ele sorriu, olhou de novo para a professora e disse: o sistema cardiorrespiratório senhora professora.
Professora: muito bem… desejo-vos um bom trabalho.
Toby: Muito obrigado senhora professora – disse ele com o alívio a transparecer-lhe na voz.
Ele tinha-se baseado em mim para a escolha do tema do nosso grupo, eu disse: boa, génio…
Ele ficou totalmente atónito, os seus lábios formaram um “O” perfeito, ele tinha ficado tão confuso, os seus olhos piscaram várias vezes tentando perceber qual tinha sido o motivo da minha frase, ele era tão meigo e doce, eu não resistia…
De repente ouviu-se um som estridente, era o som que eu esperava ansiosamente, tinha acabado mais um dia fatídico no colégio e eu podia finalmente deliciar-me com os seus lábios doces e meigos.

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Eu e o Toby já tínhamos falado com o Benji e a Patrícia, e o que tinha ficado combinado era que faríamos o trabalho de grupo na casa do Benji.
Nós íamos a caminhar calmamente até aquela enorme mansão, eu não tinha pressa nenhuma, só me apetecia ficar com o Toby e sentir os seus lábios doces a tocarem suavemente os meus.

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Livro 2 – Patrícia
Eu já tinha chegado à casa do Benji, estava preocupada com as horas, pensava que já estava atrasada, mas o que eu realmente estava, era bastante adiantada, faltavam 20 minutos para as 18:00 (hora que tínhamos combinado).
Bati à porta, mas ninguém abriu, só depois quando a força embutida na minha pancada aumentou é que reparei que a porta estava entreaberta.
Achei bastante estranho mas resolvi entrar, era a primeira vez que me deparava com aquela casa, era enorme, toda revestida por janelas de vidro, e portas de correr, uma delas dava acesso a uma piscina que nesta altura estava coberta, pois poderia nevar a qualquer momento.
Não vi ninguém na sala nem em nenhuma divisão da casa, pelo menos na parte inferior, eu ainda estava boquiaberta, mas isso não importava, eu queria encontrá-lo, estivesse ele onde estivesse.
Decidi subir as escadas e investigar o que se passava lá em cima. Nunca tinha visto tantas portas na vida! Qual seria a correcta? Escolhi uma ao acaso, quando a abri vi que dava acesso a um quarto, era simples, todo branco, tinha uma grande janela por onde entrava a luz do sol já a pôr-se por detrás das montanhas o que dava ao branco das paredes um tom dourado, o sol iluminava todo aquele quarto, notei que se fazia ouvir um som calmo, era o som de água a correr, parecia que um rio corria ali próximo, era um som apaziguante que me acalmava profundamente, mas parou repentinamente, a água tinha parado de correr.
Senti a presença de alguém atrás de mim, sentia a embater no meu cabelo uma respiração calma, mas que me arrepiava por completo, uns braços fortes e um pouco molhados puxaram-me para trás, senti as minhas costas a embaterem contra ao peito quente e musculado dele, que também estava um pouco húmido.
Ele encostou os seus lábios ao meu ouvido e perguntou baixinho: Então? Já não se bate à porta?
Eu fiquei paralisada assim que ouvi a sua voz calma junto do meu ouvido.
Na verdade o meu coração tinha acabado de parar. Porque é que ele tinha de me fazer isto? Será que me queria matar?
Virei-me rapidamente para ver o seu rosto, quando me deparei com aqueles olhos cor cinza fixos em mim, fiquei sem ar e o sangue já não me corria nas veias.
Ele estava apenas com uma toalha ao redor da cintura, só o seu tronco musculado e torneado estava visível, pequenas gotículas caiam do seu cabelo e com a luz que penetrava pela janela faziam vários reflexos.
Não conseguia que a minha boca produzisse algum tipo de som, os meus olhos estavam fixos nele, não havia maneira de os desviar, estava completamente hipnotizada.
- Ah… bem… ah… a p-porta estava aberta – disse eu conseguindo finalmente dizer uma frase, mas impedir que gaguejasse, foi coisa que não consegui fazer.
Benji: hum, hum – disse ele começando a aproximar-se de mim, a cada passo que ele dava eu afastava-me; de repente senti uma coisa sólida a embater nas minhas costas, era a parede do quarto, eu estava totalmente encurralada.
Ele estava cada vez mais próximo e eu não conseguia arranjar nenhuma saída, eu olhava para todos os lados para ver se encontrava algum sítio para onde me pudesse esquivar, mas ele estava demasiado perto para eu conseguir fugir. O meu coração batia a mil, eu não conseguia respirar, ele chegou-se mais perto e os seus lábios tocaram os meus ansiosamente, não conseguia resistir-lhe, tinha-me rendido completamente a ele.

13 comentários:

  1. Amei!! tá um MÁXIMO!! Mal posso esperar pela próxima segunda-feira!
    continuem assim!!!

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  2. AMEI ! :D
    Isto é a única coisa que me faz acordar com um sorriso todas a segundas-feiras !

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  3. Amei está perfeita, isto está cada vez melhor :D

    É o melhor remédio para as segundas feiras chatas :)

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  4. AMEIIIIIIIII, nao podia estar melhor...
    Sempre que acordo todas as segundas feiras penso:
    -" Hoje vou ter que ir para a escola que seca, mas espera hoje vao postar uma nova fanfiction"
    E fico super contente

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  5. ya tem razao tmb acho amei continuem assim cada vez melhor

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  6. Está muito gira :D
    deviam postar segunda e sexta a new life, pois na minha opinião a tudo é possivel, não tem interesse nenhum e perfiro vir ao blog mais vezes por semana para ver alguma coisa de jeito do que vir apenas uma porque nos outros dias não presta, desculpem lá, mas a new life é muito melhor construida, e dá muito mais gosto ler, vale a pena esperar, agora a outra para ler dois parágrafos, esperar a semana inteira?
    Eu gosto muito de vir ao blog e gostava que houvesse mais new life.

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  7. Eu já disse que a Lisa ainda está a aprender têm de dar um desconto, além disso o blogue não é apenas sobre fanfictions, postamos outras coisas... imagens, vídeos, informações.
    Ela está a tentar fazer o melhor que sabe, ela anda apenas no 7º ano, eu já ando no 9º como ja tinha dito antes.
    é natural que os textos sejam mais compostos e o vocabulário que eu tenho e a maneira de escrita sejam melhores do que as da Lisa que anda no 7º.
    E não posso postar dois capitulos por semana. nao me posso esquecer da escola, trabalhos e testes... não dá quase tempo para vir ao blogue fazer posts e responder às vossas duvidas, nem passar o que tenho no pensamento para palavras no computador. percebes Andreia? espero que possas compreender.

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  8. adorei! estas cada vez mais pro nisto. continua assim que vais longe.
    :)

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