sexta-feira, 13 de maio de 2011

Capítulo 23 – Uma Doce e Quente Queda de Neve (MEGA CAPÍTULO) (Parte 1)

E aqui está finalmente, para vocês todos, um dos capítulos que mais trabalho e prazer me deu a realizar, e ainda só a primeira parte...
Têm muito para ler, pelo menos hoje... ESPERO QUE GOSTEM!


Livro 2 – Patrícia
Ele colocou o seu braço em redor da minha cintura e num movimento delicado aproximou-me de si, sentia o seu corpo junto do meu, o calor da pele do seu tronco musculado e bem definido penetrando pela minha pele, que embora gelada à superfície agora se aconchegava num doce e agradável calor.
As minhas mãos passavam meigamente pelo seu peito e abdominais bem definidos, examinando com exagerada precisão todos os recantos, detalhes e formas do seu corpo esbelto.
Os seus lábios tocavam de maneira agressiva os meus, acariciando-os de uma maneira brusca, mas completamente arrebatadora, fazendo com que eu me rendesse de imediato e com que a loucura atingisse todo o meu corpo, os meus lábios cada vez ansiavam mais os dele. Sentia a sua língua a passar por toda a minha boca com alguma fúria, mas que me provocava uma sensação exageradamente agradável…
Não sei bem porquê, as minhas mãos, num movimento quase involuntário, deslizaram pelo seu tronco que eu tanto acariciava, até atingirem a sua cintura, um pequeno obstáculo transpôs-se no caminho que as minhas mãos percorriam e descobriam a cada segundo.
Sem qualquer acto de reflexão por minha parte, as minhas mãos dirigiram-se para o cinto que ainda persistia nas suas calças. Puxei abruptamente a fivela deste último e de seguida o botão que ainda permanecia no seu abrigo. Eu não fazia ideia do que estava a fazer, apenas me deixava guiar pelos meus impulsos e pelos meus batimentos cardíacos, que permaneciam num ritmo feroz e frenético.
A minha mão direita dirigiu-se ainda mais para baixo, empurrando lentamente o fecho das suas
calças, fazendo com que este deslizasse suavemente com um som áspero e metálico.
Notei um sorriso a iluminar o seu rosto, que se assemelhava ao de um anjo (mas sem dúvida ele era o demónio… onde eu me perdia sem conseguir e sem querer encontrar o meu caminho), ao aperceber-se do que eu estava a fazer, enquanto o meu rosto era atacado pelo sangue que corria freneticamente pelas minhas veias, deixando-o em chamas e os meus olhos brilhando de entusiasmo.
Apesar de ainda estar um pouco molhada e fria por causa da água gélida da piscina, eu sentia-me em chamas por dentro, o seu corpo quente aquecia o meu num calor agradável.
Apenas as nossas roupas interiores permaneciam nos nossos corpos, a cada segundo o ambiente ia ficando cada vez mais quente, a temperatura subia fazendo com que o termómetro quase explodisse.
Ele começou a encaminhar-nos para outro ponto da casa de banho, deparei-me com um poliban de exagerado tamanho, era extremamente apelativo, a sua brancura e o brilho que emitia sob a luz faziam qualquer um apelar por um banho quente e reconfortante.
Os seus lábios voltaram a tocar de novo os meus, mas desta vez os seus movimentos eram meigos e carinhosos, os seus lábios acariciavam docemente os meus em conjunto com a sua língua que percorria toda a minha boca lentamente e alimentando-se do calor intenso que eu emitia, roubando por completo todas as minhas reservas de oxigénio.
Os seus braços voltaram a envolver a minha cintura aproximando-me de si, acabando por anular todo o espaço existente entre nós, as suas mãos deslizaram pelas minhas costas, percorrendo um caminho suave para uma parte mais superior das minhas costas, o seu toque provocava em mim uma doce loucura, uma loucura que eu não iria conseguir conter por muito mais tempo.
Senti as suas mãos a dirigirem-se para o fecho do meu sutiã, assim que o elástico do mesmo deixou de apertar a minha caixa torácica, retirando-me daquele ambiente sufocante senti uma corrente eléctrica a trespassar-me, circulando juntamente com o meu sangue que era bombeado a uma velocidade extremamente elevada pelo meu coração atingindo todo o meu corpo, mas ao mesmo tempo sentia-me livre. O meu rosto toldou-se num tom vermelho fogo, ai que vergonha… assim que deixei de sentir aquele pedaço de tecido a cobrir o meu peito, aconcheguei-me ainda mais a ele, procurando um esconderijo no seu peito quente e bem constituído.
Os nossos batimentos cardíacos eram vorazes e frenéticos, como o relampejar dos trovões.
Ele colocou de novo as suas mãos na minha cintura acariciando-a meigamente, mas em simultâneo em movimentos rápidos e bruscos.
Os nossos lábios voltaram a unir-se, de novo o ritmo abrupto e rápido foi o nosso guia; os movimentos dos seus lábios eram agressivos, a sua língua passava abruptamente sobre a minha não a magoando mas fazendo com que esta se deliciasse apenas com o seu toque.
As minhas mãos alcançaram o seu cabelo, entranhando-se nele, aproximando o seu corpo nu ainda mais do meu cuja minha pele era o único revestimento que este possuía.
Ele encaminhou-nos de novo como se me guiasse numa ligeira dança, entrámos no interior do poliban, cujo ambiente se tornava sufocante com todo o calor que os nossos corpos emitiam. A água começou a cair a um ritmo calmo e sedutor sobre os nossos corpos já molhados da água cristalina e iluminada pela luz das estrelas da magnífica piscina que existia no jardim daquela enorme casa.
Os nossos beijos tornaram-se mais lentos e duradouros, o que fazia com que gastasse todo o meu oxigénio, descobrindo e redescobrindo cada recanto da boca dele. As suas mãos permaneciam na minha nua cintura, o seu toque fazia com que a minha pele se arrepiasse por completo. As minhas mãos que ainda permaneciam no seu cabelo deslizaram para o seu pescoço, sentindo o quão quente aquela zona do seu corpo estava, as minhas deliciaram-se ao sentir o calor doce que era emitido pelo seu pescoço. Continuei o meu caminho e as minhas mãos tocavam agora o seu peito acariciando todas as zonas por onde passava.
Ele parou de me beijar nos lábios para inclinar o meu corpo levemente para trás permanecendo com as suas mãos segurando com toda a firmeza o meu tronco, os seus lábios tocavam agora a minha pele, ele iniciou o seu trajecto no meu queixo, descendo depois para o meu pescoço, onde o sangue permanecia escaldante e exaltado, eu soltava longos suspiros ao sentir os seus lábios macios a tocarem a minha pele meigamente. Uma coisa era constante no seu rosto e no seu olhar, o sorriso… Um sorriso delicado e carinhoso, um olhar brilhante e ardente impregnavam o seu rosto, eu deliciava-me com a sua beleza e com a meiguice que ele me tocava a pele nua.
Depois de atingir a minha orelha com os seus lábios macios, ele devolveu-me á minha posição de equilíbrio, virou-me lentamente de costas para si e rapidamente comecei a sentir o seus dentes a acariciarem a minha pele, ele percorria toda a minha pele em leves mordidelas, não pude evitar soltar um suspiro que permanecia preso na minha garganta.
As minhas faces estavam quentes, nas minhas maçãs do rosto fazia-se notar um vermelho carregado. Os meus lábios não aguentavam mais, gritavam pelos dele a toda hora. Os meus olhos desejavam vislumbrar o mar profundo e calmo que eram os dele; o meu nariz tocar levemente o seu doce perfume, e o meu coração… o seu amor que me aconchegava num agradável calor. A sede que persistia nos meus lábios tornara-se insana, virei-me para ele e beijei-o, foi um beijo ansioso, a minha língua passava por cada recanto da boca dele como se fosse a última vez que eu o pudesse fazer…
A água que caía sobre os nossos corpos parou subitamente, eu senti os seus braços a envolverem o meu tronco enquanto eu me deliciava com o seu toque meigo.
Ele dirigiu a sua mão até à porta de correr, que rapidamente se abriu sob a sua leve pressão. Ele dirigiu-nos para o exterior daquele poliban, cujo a temperatura se encontrava extremamente elevada, o ar quente que entrava em contacto com o ambiente ameno daquela divisão fazia com que o vapor se tornasse mais intenso.
Assim que senti a brisa amena do exterior a tocar a minha pele um arrepio me percorreu todo o corpo, eu estava tão quente que mal o ar exterior me tocasse, eu seria atingida por um arrepio.
Ele colocou rapidamente uma das toalhas, que permaneciam sobre aquela superfície branca e reluzente (o lavatório), à volta da sua cintura, deixando apenas o seu peito e abdominais bem constituídos visíveis, incluindo os seus braços e pernas fortes. Os meus olhos tocavam docemente todo o seu corpo molhado Como é que eu poderia ter encontrado alguém tão belo como ele?
Sentia o meu rosto cada vez mais quente, sentia-me um pouco insegura estando ali em frente dos seus olhos, sem qualquer tipo de revestimento sobre o meu corpo.
Os olhos dele tocavam a minha pele com toda a intensidade, fiquei completamente paralisada ao sentir os seus olhos posto em mim de maneira quase sequiosa… a vergonha começava a atingir todo o meu corpo deixando-me sem reacção possível ao seu olhar cálido e penetrante.
Um sorriso ainda estava no seu rosto, um brilho persistia no seu olhar. Ele moveu a sua outra mão agarrando a outra toalha que estava sobre a pedra gélida de mármore que revestia o lavatório, dando-lhe um acabamento e uma sintonia perfeita, entregou-ma com toda a delicadeza e doçura no seu gesto.
Permaneci com a toalha nas minhas mãos olhando fixamente para ele sem me mover, ou sem quase respirar, ele dirigiu-se para o quarto, apercebendo-se de que eu estava completamente insegura à sua frente e não me sentiria confortável com a sua presença.
Eu ainda o queria impedir mas não conseguia fazer com que o meu corpo me obedecesse, ele deixou-me completamente a sós com a minha consciência que agora me torturava com as suas interrogações e interjeições de “bom senso”. Eu interrogava-me se o que acabara de fazer era “politicamente correcto”.
Eu sentia-me bem, sentia-me feliz, mas algo me atormentava o pensamento… será que tinha feito o que era correcto, não sabia se era errado o que tinha acabado de fazer, tomar duche com ele, interrogava-me se não seria muito repentino ou precipitado… deveria ser só um devaneio meu, mas não podia negar que isso me incomodava um pouco.
Coloquei a toalha macia em torno do meu corpo, deixando apenas visível os meus membros inferiores e superiores, não perdi tempo a olhar para o meu cabelo que agora me caía pelos ombros e gotejava para a minha pele causando-lhe uma sensação de frescura.
Dirigi-me ao quarto, e rapidamente os meus olhos se depararam com o belo rapaz que estava sentado sobre a cama com um olhar sereno e profundo. Ele envergava uns calções brancos que condiziam com a sua t-shirt azul, bastante larga o que lhe permitia uma enorme liberdade de movimentos, o seu cabelo já estava um pouco seco mas mesmo assim um pouco molhado, ele parecia um anjo. O seu rosto perfeito, todas as suas formas, o seu sorriso que ainda cobria a sua face… faziam com que os meus olhos se deliciassem ao vê-lo.
Ele foi tão meigo, tão carinhoso comigo, eu acho que agora chegava à conclusão de que aquilo que fizera não era nada de errado, invulgar ou incompreensível.
O que eu achava era que iria ser repreendida pela minha irmã se lhe contasse o que acontecera… ou se calhar estava enganada, ela tinha de compreender certo?
Achei melhor sairmos separados, um descia em primeiro lugar o outro passado uns minutos… acho que não iria ressaltar tanto à vista da mente perspicaz da mina irmã.
- É melhor desceres primeiro… - disse eu ainda com a voz trémula e com o receio de que ele pensasse que eu estava de novo a evitá-lo.
- Está bem – disse ele esboçando um belo sorriso na minha direcção.
Ele levantou-se e dirigiu-se com enorme ligeireza para a porta do quarto que dava acesso ao enormíssimo corredor.
Fiquei de novo entregue aos meus pensamentos que me torturavam… decidi esquecê-los, abanei a cabeça repelindo todas aquelas ideias que me provocavam um certo desconforto. Vesti-me rapidamente, nada de relevante, vesti a roupa interior e de seguida apenas tirei da mala uma t-shirt algo larga, comprida e fina de cor branca que me cobria todo o corpo até metade da minha cocha, completei apenas o meu vestuário com uns curtos calções da mesma cor da blusa, deixando o meu cabelo molhado sobre a mesma.
Desci as escadas e rapidamente fui assaltada por um sentimento que me apavorava, o medo de enfrentar a minha irmã… eu tinha de lhe dizer, tinha de desabafar com alguém de transmitir o que pensava para outra pessoa, se não eu acho que o meu cérebro iria explodir.
Quando cheguei à sala de jantar que tinha acesso direto para a cozinha deparei-me com o Toby, o Benji e a Rita sentados na mesa à minha espera com um jantar delicioso à frente, prato este que tinha sido confeccionado pela minha irmã e pelo seu amor, o Toby.
Tinha um aspecto saboroso, o molho de tomate fazia uma combinação perfeita com o esparguete, a sua melodiosa harmonia enchia o olhar de qualquer um… Não fazia ideia de que o Toby e Rita também “combinavam” na cozinha.
Assim que me aproximei daqueles rostos um pouco curiosos, mas não mostrando o seu total interesse chamei de imediato, aquela que eu tinha a certeza que me iria compreender.
Dirigimo-nos para o jardim que era iluminado pela luz das estrelas e da lua que embatia delicadamente na água fazendo imensos reflexos brilhantes ao ritmo da suave ondulação da água da piscina.
Olhei para ela com um pouco de receio, ela perguntou com um ar desconfiado: O que me querias dizer? – Ela tinha o olhar fixo em mim (vocês sabem que eu não gosto de atenções!), eu ficava cada vez mais nervosa e tentava ocultar o meu rosto envergonhado com o meu cabelo.
- Bem, eu… eu… - comecei, mas fui interrompida de imediato, a minha irmã fez logo a afirmação que eu queria ouvir para ter a certeza que poderia continuar o meu discurso: Hey… podes contar-me tudo, não te vou penalizar por nada… afinal de contas acho que estamos as duas no mesmo barco… os sentimentos fortes são difíceis de controlar sabes?
- Sim sei, muito bem – respondi eu tentando forçar um sorriso para depois continuar: é que eu… eu tomei duche com o Benji…
Olhei para ela com o receio e o medo estampados no meu olhar, não fazia ideia de como ela iria reagir, mas o seu silêncio repentino petrificou-me.
Ela suspirou, sorriu, olhou para as estrelas ainda sorrindo e assim que moveu os seus lábios o alívio trespassou todo o meu corpo, eu sabia que ela iria compreender.
- Foi só isso? Patty se o fizeste porque quiseste e te sentiste bem ao fazê-lo quem sou eu para te repreender… já és crescida, acho que já és bastante responsável e decidida nos teus actos… nunca te iria repreender por isso. Afinal de contas, foi apenas um duche – disse ela acabando de resolver todas as minhas interrogações, ela ainda acrescentou com o sobrolho franzido e o ar um pouco desconfiado mas com um sorriso matreiro no rosto: não foi?
- Sim, claro que foi! – Respondi eu logo de imediato, mostrando todo o nervosismo patente em mim.
Ouvi duas vozes conhecidas a chamarem por nós. A sua voz hipnotizante deixou os meus ouvidos deliciados. Não demorámos muito mais apreciando as estrelas que brilhavam ofuscantemente no céu escuro em que aquela noite se toldara, corremos de imediato para os braços da pessoa que já possuía o nosso coração, por completo.

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Livro 1 – Rita
O dia tinha acabado de amanhecer, pela janela a luz clara e fresca da manhã penetrava, mas desta vez com outra tonalidade, mais pálida e cristalina…
Abri os meus olhos lentamente e piscando-os várias vezes para que a imagem se tornasse nítida.
Sentia uns braços a envolverem-me carinhosamente e de uma maneira protectora, eu sentia-me segura. No meu rosto sentia a sua doce respiração a embater calmamente e o seu perfume impregnava todo o meu corpo, tal como o calor que dele provinha.
Desviei o meu olhar para quem estava ao meu lado, ao deparar-me com o seu rosto calmo e com um sorriso a iluminá-lo o meu coração parou por segundos para depois se agitar por completo e fazer com que a minha respiração se tornasse irregular. Rapidamente, eu fui atingida por aquela sede, que deixava os meus lábios sedentos dos seus, a sede de ter os seus lábios junto aos meus, deixando-me cada vez mais insana…
- Toby… Toby… - disse eu chamando-o num tom doce e murmurado, mas ele permanecia com os olhos fechados no seu profundo sono.
Quase como por instinto os meus lábios começaram a cobri-lo de beijos, começando no seu pescoço (que era extremamente quente e que libertava tão doce perfume), passando pela sua garganta e atingindo o seu maxilar inferior, efectuando este percurso repetidas vezes a um ritmo calmo e meigo, os meus lábios tocavam a sua pele quente e macia acariciando-a docemente.
Finalmente, ele começou a mover-se, os seus olhos cobertos de brilho e doçura abriram-se no mesmo instante em que eu o fitava, analisando com toda a precisão, todas as formas e contornos do seu perfeito rosto, os meus olhos deliciavam-se com tal figura… o seu corpo estava bem desenvolvido, os seus músculos eram bem definidos e sobressaiam sob o seu leve e simples pijama, o seu cabelo era macio e suave, os seus olhos eram lindos e o seu brilho era quase indiscritível, o tom achocolatado do seu olhar ainda o tornava mais doce do que ele por si só já era…
Quando os seus olhos achocolatados e quentes fitaram os meus, o meu coração toldou-se novamente em batimentos vorazes e frenéticos, o sangue começou a pulsar com brutal intensidade nas minhas veias despertando toda a minha sede dos seus lábios de mel.
Um sorriso iluminou o seu rosto ao ver que eu o olhava fixamente e com os olhos inundados de brilho e chamas, que pediam (ou melhor, que desejavam) ardentemente que os seus lábios tocassem os meus. Ele percebeu a mensagem incorporada no meu olhar, rapidamente, senti várias partículas sanguíneas a instalarem-se nas minhas maçãs do rosto, fazendo com que estas se tornassem quentes e tomassem um tom rosado, ao dar-me conta de que ele tinha percebido o quão desesperada eu estava por tocar os seus lábios.
Para se conseguir erguer, para chegar aos meus lábios ele apoiou o seu braço no colchão que afundou ligeiramente sob o seu peso.
Cada vez o seu rosto estava mais perto do meu, deixando-me completamente atordoada e quase estática, em milésimos de segundo os seus lábios já se encontravam junto dos meus, sentia-os agora a acariciarem os meus em movimentos meigos e calorosos. Entreabri a minha boca dando permissão à sua língua para explorar cada recanto do meu interior, a sua língua passava docemente sobre a minha, acariciando-a em cálidos murmúrios.
A mão dele que permanecia inerte, estendida sobre a cama tocava agora a minha pele, subindo e descendo, desde a minha cocha até à minha cintura, ele realizou este trajecto três vezes, sendo acompanhado pela minha curta camisa de noite, que no meu corpo já quase não persistia. A sua caricia fez aumentar a loucura em mim, deixando-me levar completamente pelo meu corpo e pelo meu desejo.
O seu braço envolveu a minha cintura, exercendo alguma pressão sobre ela, à qual eu fui incapaz de resistir, ficando assim com o meu corpo sobre o dele, as minhas pernas encontravam-se em redor da sua cintura, eu envolvia-o com mais força contra mim, tornando nulo o espaço existente entre nós, senti um maior afloramento de partículas sanguíneas no meu rosto, sentindo-o cada vez mais quente e vermelho, os meus olhos brilhavam de entusiasmo, mas eu não conseguia evitá-lo o desejo de tê-lo naquele momento era mais forte do que eu…
Os nossos lábios continuavam ligados, no mesmo ritmo lento e quente, agora sentia o seu calor a penetrar por todo o meu ser, a temperatura ia subindo assim como o ritmo dos nossos beijos ia aumentando e tornando-se rápido, os nossos beijos eram cada vez mais curtos e acompanhados por respirações irregulares, e alguns suspiros (por minha parte). Eu não tinha forças para lutar contra mim mesma, o desejo de tê-lo percorria todo o meu corpo.
Ele afastou os seus lábios dos meus para depois cobrir a minha pele de beijos, começando na minha clavícula, passando pela minha garganta, atingindo o meu maxilar inferior, subindo e descendo, esse percurso foi efectuado repetidas vezes, os seus beijos eram também acompanhados por leves mordidelas, não pude evitar soltar mais um suspiro, sentindo os seus lábios e os seus dentes tocarem a minha pele de maneira tão sequiosa, ele estava a deixar-me completamente louca… O seu perfume, os seus lábios, o seu toque, o seu calor, tudo contribuía para que a minha sede aumentasse, ele parecia tentar controlar-se mas sem êxito algum.
Até que ele voltou a tocar os meus lábios com imensa doçura e carinho que ele possuía, parecia que havia recuperado o seu fôlego, ao contrário de mim que continuava com a respiração irregular, os seus lábios voltaram a ser calmos e meigos, aquele beijo acalmou todas as chamas que percorriam o meu corpo, o meu coração abrandou o seu ritmo acompanhado pelos meus lábios, que respondiam aos dele no mesmo ritmo, meigo e lento.
Como é que aquilo aconteceu? Ele conseguiu controlar-se e acalmar-me em simultâneo… isso era quase impossível, mas ele conseguiu-o.
O último beijo que trocámos foi longo e cheio de ternura e amor, foi um beijo cálido e meigo que me acariciava o coração num doce calor.
Separámos os nossos lábios e ele acariciou o meu rosto com o seu toque cálido, não resisti e rapidamente o envolvi nos meus braços, abraçando-o e aconchegando-o mais a mim… Sentindo o seu peito descendo e subindo, acompanhando a sua respiração calma e todo o seu calor a impregnar-me.
Inspirei fortemente, recolhendo uma enorme quantidade do seu perfume que me deixava hipnotizada.
- Toby… - disse eu suspirando – eu amo-te cada vez mais, com todo o meu coração… Toby Misaki… EU AMO-TE, EU QUERO-TE, Eu… preciso de ti para viver – disse eu deixando o meu coração falar por mim. Ele sorriu, desta vez produzindo um som com os seus lábios que mais se assemelhava a um riso curto e doce.
- Eu amo-te, Rita… Mais que tudo, eu amo-te… E quanto ao “Eu quero-te” – pude notar as aspas no que ele dizia – eu já sou teu, e não me canso de dizê-lo, EU SOU TEU – disse ele com imensa confiança na voz, frisando as suas últimas palavras. O sorriso que permanecia no seu rosto iluminava o meu coração, os olhos dele reluziam, pequenos cristais se juntavam no seu olhar e o brilho ia tornando-se cada vez mais intenso, o chocolate dos seus olhos que permanecia sólido havia agora derretido, eu consegui ver no seu olhar que o que ele dizia tocava o seu coração com todas as suas forças. Vi também que os seus olhos imploravam por algo mais, só não fazia ideia do quê, mas rapidamente as minhas dúvidas foram esclarecidas.
Ele puxou o meu rosto para perto do seu, que já estava a míseros centímetros de distância. De novo o sangue começou a pulsar fortemente nas minhas veias e a sede voltou a cobrir os meus lábios numa doce loucura. Eu tinha de saciar a minha sede, tinha de sentir os seus lábios sobre os meus de novo…
Eu estava a agonizar, já não aguentava mais, ele não me torturou por muito mais tempo. Colocando a sua mão sobre a pele do meu rosto ele tocou os meus lábios com toda a ternura e doçura que possuía, desta vez foi ele que entreabriu os seus lábios, dando-me a permissão para que eu pudesse descobrir cada recanto da sua boca… a minha língua passava meigamente sobre a dele. Os lábios dele eram a minha perdição, tão macios, tão doces… Eu perdia-me neles e naquele momento sentia que podia voar, voar tão alto que chegaria a ultrapassar os pássaros que possuem nas suas asas a capacidade de ver o Mundo de um ponto mais alto.
Ele inclinara-se para frente, aparando-me com a sua mão fazendo alguma pressão nas minhas costas, enquanto os nossos lábios estavam ligados, a sua mão passava ansiosamente pelas minhas costas, aproximando-me ainda mais dele. Coloquei os meus braços em volta do seu pescoço aproximando-me o mais que podia do seu corpo, permanecendo com as minhas pernas a envolver o seu quadril.
As suas mãos que seguravam agora as minhas pernas começaram lentamente o seu trajecto, passando pela minha cocha, de seguida pela minha cintura, desta vez ele foi mais longe, as suas mãos tocaram também o meu tronco, permanecendo por tempo indeterminado nesse lugar, ele acariciava a minha pele de uma maneira tão doce, mas que me deixava completamente louca.
O seu toque cálido deixava a minha pele inquieta fazendo com que mais adrenalina fosse depositada no meu sangue, este fluía por todo o meu corpo a uma velocidade alucinante.
Já não possuía reservas de oxigénio suficientes, por isso tive que me desaproximar dos seus lábios viciantes, coisa que eu não queria de modo nenhum. Assim que o ar foi depositado de novo nos meus pulmões, fez-se sentir um ardor na minha garganta, pois havia passado algum tempo sem oxigénio no meu corpo. Eu estava com a respiração completamente descontrolada, sentia os olhos dele postos em mim que ainda estava com as pernas ao redor do seu quadril, senti de novo um amontoamento de partículas sanguíneas no meu rosto ao ver a posição em que me encontrava.
A respiração dele também era irregular, ele tentava controlá-la, mas sem sucesso algum, ele suspirou, no seu rosto apareceu um sorriso, ele moveu os seus lábios e da sua boca saiu um som melodioso constituído por pura harmonia, a sua voz doce: desculpa… quando estou perto de ti, é quase impossível controlar os meus impulsos, tento fazê-lo, mas… os teus lábios, o teu calor, a tua pele quente e suave, o teu perfume deixam-me completamente louco… Eu amo-te e tu sabes disso – senti os seus olhos a derreterem completamente, o chocolate que permanecia sólido no seu olhar havia-se tornado agora cremoso e fluido, com um brilho cristalino e límpido no seu olhar.
- Não peças desculpa… eu também fico louca quando estou perto de ti – fiz uma pausa e com um sorriso travesso no rosto perguntei: sabes uma coisa?
- Não sei, mas acho que vou ficar a saber – disse ele alinhando no meu jogo, também ele com um sorriso enviusado no rosto.
- És tudo para mim… Toby Misaki – disse eu sentindo um ardor nos olhos, eu tentava conter as lágrimas, mas tornava-se difícil e quase doloroso, eu dizia aquilo com todas as minhas forças, era a pura verdade, ele era mesmo tudo para mim. Não consegui evitar, uma pequena lágrima transbordou dos meus olhos. O seu olhar ficou preocupado, sentia o seu coração acelerado, era o medo que estava presente no seu corpo.
- Não, não chores…Sabes que não suporto ver-te assim, os meus olhos e o meu coração não aguentam… - eu sorri entre lágrimas e disse com a voz um pouco trémula: tonto… - ele ficou um pouco confuso e os seus olhos mostravam exactamente isso, eu prossegui: são lágrimas de alegria, estou feliz por te ter aqui comigo… - vislumbrei um leve sorriso no rosto dele, ele ergueu a sua mão até ao meu rosto, com o dedo indicador limpou as lágrimas que o cobriam com extremo cuidado. Inclinei-me lentamente para tocar os seus lábios, agora num acesso de pura doçura e ternura. Os meus lábios tocavam os dele em movimentos meigos, disfrutando lentamente da sua doçura. Só me apetecia ficar o resto do dia abraçada a ele, mas isso não iria ser possível.
O meu olhar que estava centrado no seu rosto perfeito foi desviado para a janela, onde a luz do sol incidia incessantemente, denotei pequenas mudanças, as árvores possuíam uma pequena película branca, que as cobria delicadamente, pequenos farrapos brancos caiam lentamente e com imensa harmonia sobre tudo o que estava debaixo deles… a brancura e a pureza que continham aqueles cristais era infinita. Estava a nevar! Estava a nevar em Nankatsu…
Afastei os meus lábios dos dele e rapidamente corri em direcção à janela, para observar com maior precisão a beleza daquele espectáculo de pura brancura e beleza.
Senti o seu olhar perplexo pousado em mim, tinha a certeza de que o meu entusiasmo ao ver a neve se calhar não era tão habitual entre os habitantes de Nankatsu, por isso rapidamente desviei o meu olhar daquele manto branco e com um sorriso estampado nos lábios disse, olhando-o com todo o meu carinho e calor: Lá em Portugal, não costuma nevar no Inverno, pelo menos onde eu vivia, não…
- Humm, então é por isso que estás tão empolgada? – Perguntou ele como se estivesse a fazer uma afirmação e com um sorriso enviusado no rosto, que fez com que o oxigénio que me restava desaparecesse por completo… Será que cada vez que olhasse para ele, o meu coração se iria precipitar em batimentos frenéticos e desesperados? Sim… porque o amo com todas as minhas forças e cada vez que o seus lábios tocam os meus olhos esboçando um sorriso tão iluminado, eu delicio-me com tal imagem, bela e doce…

10 comentários:

  1. esta linda maravilhosa mt bem adjectivada mts adjectivos mt bem escrita linda

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  2. Esta linda linda linda adorei.

    Continua assim^^

    bjinhos :3

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  3. Super lido, adorei!!!
    Está espectacular quase nem tenho palavras!!
    Estou super ansiosa pela próxima parte .
    Beijo da Akira :)

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  4. Adorei!Amei!Não tenho palavras suficientes para descrever aqilo que li!
    É fantástico,continua com o teu óptimo trabalho^.^

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  5. Estou...sem palavras! Está LIIIINNNNDDDDAAA!!!!!!!! Até agora, acho que é o capítulo mais giro desta fic.
    Mal posso esperar pela próxima parte.
    Continuem assim.
    Beijos *.*

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  6. Eu concordo com todas está magnifico!!
    Bjs!!!

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  7. Tiraram-me as palavras da boca '.'

    kisu, joana_cavaleira

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  8. Uauuu *.* Esta fantastico. Ja estou como o Joana_Trindade_Cavaleira tirara-me as palavras da boca xD

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