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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Episódio 53 - Série Road to 2002

Lembram-se daquele final em aberto da série Road to 2002? O nosso Roberto, como selecionador da equipa do brasil, o plantel nipónico, com as suas estrelas, Tsubasa, com a braçadeira de capitão, Misaki, Wakabayashi, Kojiro, Matsuyama, Misugi e tantos outros. 

Do outro lado, o onze brasileiro, contando com a presença de Rivaul e de Santana, os famosos azes sul americanos, colegas e rivais do nosso estimado Ozora.

O relvado de um estádio no japão que sediou o campeonato juntamente com a Coreia do Sul no ano de 2002? O pontapé de saída e a vontade de vencer de um elenco de protagonistas do seu próprio percurso internacional nas diversas ligas europeias e afins? O entusiasmo patente no público e em ambas as equipas!

Pois é! O episódio 53 da série teve lugar, esta segunda feira, no dia 29 de junho, o confronto decisivo Brasil x Japão num mundial de futebol finalmente passou das páginas de banda desenhada à realidade.

O criador da história do camisola número 10 mais prestigiado do japão, Yoichi Takahashi até se pronunciou sobre o nível dos jogadores japoneses, expressou um grande apreço e o desejo de ver concretizado o seu sonho.

Sabiam que quando o mangá de Captain Tsubasa foi lançado, este foi criado com o objetivo de incentivar a prática do desporto rei? O futebol não tinha muita expressão no fim dos anos 80 naquele cantinho geográfico oriental; sendo o japão, uma nação mais chegada ao basebol, naquela altura. Mas uma história em vinhetas conseguiu alavancar gerações e hoje em dia, volvidos muitos anos, a equipa japonesa combate de igual para igual com as seleções de países como a Holanda e o próprio Brasil, tendo já vencido a "Canarinha" em disputas amigáveis. E portanto, muitos foram os adeptos que se uniram para apoiar os SAMURAI BLUE.

Nesta fase do mundial, temos assistido a plenos combates em campo, pois a ronda de eliminatórias dos 16avos é uma das mais acirradas e exigentes. Se forem como eu, provavelmente gritaram e pularam quando o Sano, o camisola 24, (deixo aqui uma homenagem sucinta ao príncipe do relvado, Jun Misugi, num parêntesis necessário); que com o seu remate rasteiro enfiou a bola no canto da baliza do Allison. Ecoava pela sala: Ganbarose! Iké! Samurai Blue Fighto! (tenho um conhecimento muito reduzido do idioma, portanto, utilizo as pequenas e curtas interjeições a que fiquei habituada ao acompanhar as várias séries desta saga). Inaugurar o marcador depois da pausa de hidratação foi sem dúvida importante. Mantiveram o resultado de uma bola a zero durante toda a primeira parte, conservando a vantagem por bastante tempo, contra tudo o que era opinião dos comentadores da partida. Digno de um guião de um episódio de Oliver e Benji, até parece que estou a ouvir o relator a frisar isso mesmo! 

Mais foram os momentos em que a ficção colidiu com a realidade, a dada altura houve um defesa que operou, com coragem audaz, num lance de perigo, defendendo com a própria cara, dispondo-se entre a bola e a baliza; eu diria que foi uma bela homenagem ao nosso sempre oportuno e atento Ishizaki!

Como em todos os guiões, bem redigidos era de se esperar a reviravolta; deu-se na segunda parte. Casemiro igualou o marcador; eu no entanto, tirei o chapéu ao Santana e ao Rivaul, parabenizando a sua perseverança. Já se antevia o prolongamento com a exaustão habitual, eis que, no minuto 90 + 6, sim, a compensação já ia longa, o brasil abriu caminho pela defesa japonesa que até então havia resistido valentemente; um deslize da linha defensiva, e o grande guarda-redes Suzuki, vulgo, Wakabayashi, não teve hipótese contra o remate que pôs fim ao sonho de progredir no mundial para a fase seguinte, os oitavos de final.

Acho que todos nós, chorámos um pouco com os jogadores japoneses, e como em todos os episódios ou capítulos de Captain Tsubasa, os protagonistas deste duelo também mostraram o seu grande desportivismo, tivemos diversos jogadores brasileiros a consolarem os seus adversários; a equipa japonesa a fazer reverência aos adeptos que estavam presentes no estádio; o discurso do mister Moriyasu que tão importante se mostrou, sincero e desconcertante, pejado de palavras reconfortantes. Mais uma vez, um guião muito bem escrito, os argumentistas da série, estiveram em pleno.

Apesar do desconsolo, posso afirmar que também eu, pude voltar a sonhar, juntamente com o nosso prodígio; partilho o zodíaco com a personagem, naturalmente sinto uma grande proximidade com a mesma. Para quem não consegue conter a curiosidade, obviamente que o resultado do jogo que ficou em aperto no episódio 52 (final) da série Road to 2002 não era desconhecido; ficam a saber que a adaptação live action (o jogo dos 16avos no mundial da FIFA de 2026) não reproduz a história original... pois é, o Japão, capitaneado por Tsubasa, vence o Brasil, o resultado no marcador após o sistema de morte súbita é de 3-2 a favor do Japão; não foi um jogo fácil, mas não acabou em derrota, Tsubasa e a sua equipa saiem invictos do confronto. Quando dizem que a realidade não supera as expetativas, deve ser a isto que se referem? Ha, ha, ha, ha... 

Face aos acontecimentos que avivaram fortemente a minha nostalgia aconselho vivamente a visualização da mais recente adaptação para animação da série Captain Tsubasa, está disponível na netflix, conta com duas temporadas, a primeira com 52 e a segunda com 19 (está inacabada, lançada em 2023).

Fiquem com a música de apresentação do novo equipamento japonês, uma autêntica opening!




 

domingo, 21 de junho de 2026

Episódio 01 - O Retorno

Volvidos dezasseis anos, e com o retorno desta tão aclamada competição mundial, FIFA WorldCup 2026, lá fui eu direitinha ao baú das recordações.

Esta aventura tinha começado numa mera brincadeira, unida à vontade de partilhar com outros vizinhos o gosto pelo bom do anime dos anos oitenta. 

Foi uma questão de tempo até a popularidade começar a fazer-se sentir no nosso meio-campo, pois é, as fanfictions estavam na berra, e as autoras, daquela época, deixaram os seus leitores sem desfechos condizentes com as suas expetativas, suponho.

Ao consultar, hoje, a página, apercebi-me que com ela ficaram também as credenciais que me davam a possibilidade de editar este espaço tão nosso, o balneário, em jargão futebolístico, se preferirem :P  

Após uma pesquisa que me deixou agastada, consegui recuperar o acesso a esta página que tantas recordações me traz. Foi difícil, mas inspirada pelo espírito combativo de muitos dos personagens que tanto aclamámos outrora, foi com êxito que me deparei com um documento chave e que me trouxe até aqui, uma vez mais.

Não prometo consistência, mas é bom estar de volta!